O setor atacadista e de distribuição trata da venda de produtos em grandes quantidades, principalmente para donos de comércios varejistas. 

Devido a dependência grande de diversos setores da economia, qualquer oscilação nos mercados interfere de forma pesada nestes setores. Mas alguns números do setor atacadista são otimistas.

Em recuperação, faturamento do setor atacadista sobe 4,9% em agosto

 

Chegada do fim do ano influencia positivamente as vendas. Embora o desemprego ainda permaneça elevado e o cenário político indefinido, setor acredita em crescimento de até 1% em 2018.

O setor atacadista e distribuidor mostra recuperação no desempenho em agosto. A pesquisa mensal da ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados), apurada pela FIA (Fundação Instituto de Administração), aponta, em termos nominais, crescimento do faturamento do setor de +4,94% em agosto na comparação com o mesmo mês de 2017.

Em relação ao mês de julho de 2018, a alta foi de +5,91%. Já no acumulado do ano, de janeiro a agosto, houve queda de -0,55% em relação ao mesmo período de 2017.

“Embora a massa de desempregados, que é o grande pilar da recuperação econômica, permaneça sem grandes movimentações e o cenário político muito indefinido, o setor atacadista e distribuidor manteve-se firme no propósito de reverter os resultados negativos do início do ano.

Agora, com a proximidade das festas de fim do ano, período que sazonalmente nos favorece, estamos colhendo o resultado desse empenho”, afirma Emerson Destro, presidente da ABAD.

Em termos reais, o faturamento do setor teve alta de +0,72% em agosto em comparação ao mesmo mês de 2017. Em relação ao mês de julho, o crescimento foi de +6,01%. De janeiro a agosto de 2018, a retração é de -3,82%.

Emerson Destro observa uma pequena melhora na economia recentemente. “Aparentemente o país retomou, ainda que em ritmo bem lento, a trajetória de crescimento que vinha construindo antes da paralisação dos caminhoneiros.

É um bom sinal em meio ao incerto cenário político. Mas estamos confiantes de que vamos caminhar para a escolha de um governo que retome a racionalidade econômica, com um modelo menos intervencionista possível. Por isso, trabalhamos com a expectativa de crescimento de até 1% no faturamento deste ano”, conclui.

Originalmente publicado em ABAD.